Doze decisões que marcarão os gestores de frotas
- 20 de Janeiro, 2026
Na Mobius Saretec Group, estamos convencidos de que 2026 será o ano em que a mobilidade deixará de reagir e começará, de verdade, a liderar

FERNANDO PÉREZ GRANERO
CEO de Mobius Saretec Group
Em 2026, a diferença não será gerenciar mais, mas sim projetar um sistema que se expanda com regras claras, dados confiáveis e colaboradores alinhados
Estamos há mais de dez anos acompanhando gestores de frotas que enfrentam um desafio comum: manter os veículos disponíveis, controlar os custos e tomar decisões com informações, muitas vezes, fragmentadas. Nosso trabalho é transformar esse cenário em uma vantagem competitiva, oferecendo uma visão clara do estado de cada veículo, reduzindo tempos de ciclo e otimizando custos. Em 2026, a diferença não será gerenciar mais, mas sim projetar um sistema que se expanda com regras claras, dados confiáveis e colaboradores alinhados.
A gestão de frotas logo deixará de ser uma função de suporte para se tornar uma disciplina de operações, na qual a competitividade é definida pela capacidade de garantir serviço com custo controlado, risco limitado e tempos de resposta adequados para a melhor experiência do motorista. A pressão sobre as margens, a exigência de disponibilidade, o aumento dos custos de manutenção e a complexidade regulatória elevaram o nível. Já não basta reagir, é preciso projetar um sistema que escale.

Hoje, a gestão de ativos móveis críticos, sejam frotas corporativas, frotas de operadores de mobilidade ou carteiras de veículos segurados, está se movendo para um modelo enterprise ready em que o valor não está mais apenas na tecnologia ou na operação.
A diferença competitiva é construída na combinação de três elementos: uma plataforma única de gestão, capacidade real de execução em cada território (oficinas, peritos, gestores, fornecedores e equipes locais) e um governo do serviço baseado em SLA, KPIs e rastreabilidade de todas as decisões.
Este triângulo, que faz parte do nosso novo logotipo, permite competir por resultados operacionais governados, mensuráveis e auditáveis, e não unicamente por preço ou volume de processos geridos. Neste novo contexto, o gestor deixa de ser um tramitador para se tornar responsável pela disponibilidade, custo e continuidade do serviço sobre um ativo que é crítico para o negócio do cliente.
Os gestores de mobilidade do futuro não serão os que tiverem mais veículos, mas os que souberem antecipar-se, decidir com dados, cuidar das pessoas e acompanhar o motorista em cada momento crítico.
Os gestores de mobilidade do futuro não serão os que tiverem mais veículos, mas os que souberem antecipar-se, decidir com dados, cuidar das pessoas e acompanhar o motorista em cada momento crítico. Essas são as decisões que, na minha opinião, definirão os gestores de frotas vencedores nos próximos meses.
1. Passar de gerir veículos a gerir disponibilidade
O sucesso não é mais medido pelo tamanho da frota, mas pela porcentagem real de tempo operativo. O gestor líder distingue entre indisponibilidade inevitável e evitável, atacando esperas por autorizações, logística, perícia ou validações e coordenando aluguel, carsharing e assinatura para maximizar a utilização.
2. Migrar do TCO ao TCM, custo total de mobilidade
Os líderes deixam de otimizar apenas o custo por veículo para se concentrar no custo por usuário, integrando modelos multimodais sob uma lógica única de eficiência e serviço.
3. Governar a rentabilidade desde a operação
A rentabilidade se constrói em cada decisão de autorização, em cada política de reparar ou substituir e em cada dia de imobilização evitada. Regras explícitas e acompanhamento operacional transformam a gestão diária em margem sustentável.
4. Transformar a prevenção na principal alavanca de economia
Antecipar-se a sinistros, quebras e indisponibilidades deixa de ser uma recomendação para se tornar padrão. A abordagem preventiva combinada com análise de recorrências permite estabilizar o desempenho do ativo.
5. Construir governo operacional com dados e eliminar gargalos
Os dados deixam de ser históricos para se tornar uma única fonte de verdade. Custo por quilômetro, disponibilidade real, tempos de ciclo, desvios e conformidade se integram em painéis que permitem agir antes que o problema escale. O gestor líder deixa de tramitar e passa a dirigir o sistema, identificando onde está a obstrução e liberando o gargalo com regras, prioridades e coordenação.
6. Usar a inteligência artificial para decidir antes
A IA identifica padrões, prioriza intervenções, atribui recursos e alerta sobre desvios. Seu valor está em reduzir tempos mortos e devolver tempo ao gestor para pensar estrategicamente, sem adicionar complexidade.
7. Cuidar dos colaboradores como estratégia real de margem
A margem sustentável não é alcançada pressionando honorários, mas sim reduzindo erros, retrabalhos e atritos entre peritos, oficinas e gestores, elevando a qualidade do sistema completo.
8. Escolher parceiros estratégicos e não fornecedores de volume
Os gestores não escolherão quem apenas tramita processos, mas sim parceiros que ofereçam visibilidade real do estado de cada veículo, integração tecnológica, disciplina de processo e melhoria contínua.
9. Garantir a escalabilidade e a cibersegurança
As arquiteturas em nuvem se consolidam como a base para operar com dados em tempo real e escalar sem perder o controle. Mas essa escalabilidade só é viável se a informação for protegida, o acesso controlado e a rastreabilidade garantida. Sem cibersegurança não há confiança, e sem confiança não há governança real da frota.
10. Antecipar-se à Lei de Mobilidade Sustentável
Implantar os planos de mobilidade para o trabalho antes de dezembro de 2027 não é apenas cumprir uma norma. É começar a construir hoje os indicadores ambientais, sociais e de governança que clientes, seguradoras e investidores vão exigir amanhã. Quem já tiver estruturados esses dados não só estará alinhado com os critérios ESG, mas poderá demonstrar com fatos seu impacto real quando a CSRD obrigar a reportá-lo com métricas verificáveis e auditáveis.
11. Gerir sustentabilidade com critério econômico e de ciclo de vida
A sustentabilidade não é apenas eletrificar. É decidir quando manter, quando renovar e quando retirar, maximizando a vida útil sem aumentar o custo total por quilômetro ou a indisponibilidade. A transição energética se conquista com planejamento, critérios de ciclo de vida, circularidade e uma eletrificação baseada na eficiência real.
12. Priorizar a segurança viária e o bem-estar do condutor
A integração de sistemas de monitoramento e análise de comportamento ajuda a reduzir a sinistralidade, conter os prêmios e proteger as pessoas que estão ao volante todos os dias. A experiência do condutor continuará sendo o indicador mais exigente e que mais informações nos forneça sobre se o sistema funciona.
Nos próximos anos, não vencerão aqueles que reagirem mais rápido, mas sim aqueles que decidirem melhor. A diferença estará na capacidade de antecipar, ordenar a complexidade e sustentar o negócio com critérios de eficiência, prevenção e cuidado das pessoas. Esse será o verdadeiro liderança na gestão de frotas.







