A perícia como alavanca de antecipação do risco
- 9 de Fevereiro, 2026
A intensificação dos fenômenos climáticos está aumentando a exposição de pessoas, empresas e territórios a danos cada vez mais complexos. A análise de milhões de dados periciais demonstra que esses danos seguem padrões repetidos e evitáveis, o que coloca a prevenção como uma condição imprescindível para reduzir a vulnerabilidade, limitar o impacto do sinistro e preservar a capacidade de resposta do sistema segurador.
Com essa premissa, Jean‐Vincent Raymondis, presidente e CEO do Saretec Group, participará na Semana do Seguro 2026 com a palestra “Prevenir para não reparar: converter a experiência pericial após sinistros em uma redução sustentável do risco”, que terá lugar na quarta-feira, 18 de fevereiro, na IFEMA Madrid.
A intervenção abordará uma ideia central: a prevenção é eficaz quando se constrói a partir do sinistro real, se apoia em dados estruturados e se integra de forma operacional na tomada de decisões do setor.
Da perícia reativa ao dado preditivo

Durante décadas, a perícia tem sido o ponto final do sinistro. Jean‐Vincent Raymondis defende uma mudança de paradigma: converter esse conhecimento técnico acumulado em uma ferramenta de antecipação do risco.
A base deste enfoque é dupla. Por um lado, a experiência de milhares de peritos que observam de primeira mão como e por que se produzem os danos. Por outro, a capacidade de explorar milhões de dados periciais mediante inteligência artificial e modelos preditivos para identificar vulnerabilidades recorrentes, priorizar ações e orientar investimentos preventivos com critérios técnicos e econômicos.
O objetivo não é eliminar o risco, mas sim reduzir seu impacto e sua frequência de forma mensurável, protegendo as pessoas afetadas, evitando interrupções empresariais e preservando a segurança das pessoas e dos bens, ao mesmo tempo em que se reforça a resiliência de empresas, infraestruturas e territórios.
Geoya: estruturar a prevenção em escala de mercado
Neste contexto, a apresentação incorporará novidades sobre Geoya, a plataforma de prevenção de riscos climáticos impulsionada pela Generali France, MAIF, Société Générale Assurances, Sixense e Saretec.
Geoya representa um passo decisivo: pela primeira vez, seguradoras de diferentes modelos, um líder europeu em perícia pós-siniestro e um ator chave da engenharia se unem para organizar a prevenção como um serviço estruturado, aberto ao mercado e escalável.
Saretec aporta a Geoya um ativo diferencial: seus dados periciais e sua capacidade para transformar a observação do dano em recomendações preventivas concretas e priorizadas. Cada diagnóstico, cada visita e cada interação com o segurado se torna assim uma oportunidade de redução do risco, além da mera resolução do sinistro.
Em sua fase inicial, Geoya se concentra no risco de inundação, principal motor de custo das catástrofes naturais, com a ambição de estender progressivamente seu alcance a outros riscos climáticos.
GreenTriangle: ampliar a prevenção ao território e ao risco paramétrico

Jean‐Vincent Raymondis também abordará a extensão do ecossistema tecnológico da Saretec após a aquisição de GreenTriangle, Insurtech suíça especializada na gestão digital de sinistros agrícolas e soluções paramétricas baseadas em dados satelitais.
Essa integração amplia a capacidade do grupo para antecipar riscos em escala territorial, incorporar novas fontes de informação geoespacial, meteorológica e cadastral para acelerar modelos de avaliação objetiva do impacto. Um enfoque especialmente relevante em um contexto de eventos climáticos de grande alcance, onde a rapidez, a confiabilidade dos dados e a automação são chaves.
Livro Branco. Uma experiência compartilhada da Saretec.
A apresentação servirá além disso como marco para a apresentação do Livro Branco “Gestão de catástrofes. A prevenção é a resposta. Uma experiência compartilhada pela Saretec”, editado com a colaboração da INESE.
A publicação recolhe casos reais, aprendizagens operativas e decisões críticas extraídas da gestão de grandes sinistros, e coloca o foco em uma mensagem clara: a prevenção não é um discurso, é uma prática que se constrói com experiência, método e dados.
A intervenção de Jean-Vincent Raymondis na Semana do Seguro 2026 se dirige a um público-chave: diretores de seguradoras, responsáveis por riscos, subscritores e decisores operacionais. Sua proposta é direta: sem prevenção estruturada não há assegurabilidade sustentável.





